Quinta-feira

Abraço incruado

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Não sabia o tamanho da dor que causava a vontade de dar um abraço em alguém quando este abraço é impossível.

Um abraço... Um doloroso e desejado abraço.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Sexta-feira

Escritores e escrevinheiros

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Internet abriu oportunidade para uma nova categoria cultural: os escrevinheiros, escritores com espinhos, aquele que incomoda. Escrivinheiros não vem do grego nem do latim, deriva do brasileiro insatisfeito com a péssima qualidade da criação do escritor-espinho.

Mas quem são eles? São escritores que não entendem porque não estão com cadeiras cativas na Academia Brasileira de Letras e, para minimizar tamanha injustiça, espalham suas obras em blogues e e-mails, como se a glória de ter alguém recebendo obrigatoriamente suas poesias e contos pudesse torná-los imortais. São difíceis de engolir mas invadem nossos espaços virtuais com gentis convites de "leia-me" e pedidos de "sincera opinião". Recebemos seus boletins com a graciosa sensação de sermos atingidos por amaldiçoados espinhos.

Suas obras são repletas de incoerências e não raro, abordam um número irrisório de temas. Alguns são tão criativos que chegam a ignorar a importância da ferramenta essencial de suas obras. Magoada e ferida, por pura pirraça a desprezada língua portuguesa faz miséria na obra do escrivinheiro: parágrafos onde não deveriam existir; excesso de vírgulas ou a ausência de, atrapalhando a compreensão; palavras que jamais poderiam ser inventadas não fosse os escrivinheiros, como por exemplo poço no lugar de posso, do verbo poder; com migo, prá minconheçer e filius da mãe no lugar de comigo, pra me conhecer e filhos da mãe.

Como trabalho com pré-edição de textos (limpo as incorreções absurdas para que a editora principal possa, ao menos, entender o texto), constantemente pego construções que revelam a ausência da boa leitura ou de conhecimento básico no escrivinhador. Algumas (muitas) são impossíveis de traduzir da linguagem do autor para a linguagem que conhecemos e são necessários vários contatos telefônicos com o autor para que possamos pegar o sentido daquilo que ele quis dizer. Em vista disso, dá para entender porque o preço cobrado pela edição do texto, ou seja a transformação daquilo que está escrito em algo realmente apresentável, tem que ser alto. Um bom trabalho de edição não sai por menos de quatro mil mas há quem cobre entre mil e quinhentos a dois mil para corrigir vírgulas, pontuações e algumas correções ortográficas sem a preocupação de tornar apresentável a construção de todo texto.

Os escrevinheiros, assim como os escritores, dividem-se em categorias. Há aqueles que acrescentam ao currículo prêmios que nunca existiram ao lado daqueles que dizem que participaram de algum evento que só aconteceu na imaginação do próprio participante. A pior categoria é aquela que engloba os classificados entre os três primeiros lugares de qualquer concurso literário. Despossuídos de senso autocrítico e apresentando-se como escritores por vocação, julgam-se possuidores de talento, de grande e verdadeiro talento e, como tal, suas premiadas obras devem ser de conhecimento do público. Aos jurados dos concursos, presos ao compromisso de apontar alguma coisa que seja, no mínimo, "menos pior", resta assistir com altas doses de ironia sádica, o discurso irrealístico do escrivinheiro vencedor.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Quarta-feira

O lado cômico da internet

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1. Inscrever-se nos boletins de um site e passar a receber uma vez por semana:
"Para visitar nosso site, clique aqui"

2. Apreciar os seguintes diálogos, num fórum especializado:

O usuário iniciante: "Como é que instalo as extensões?"
A aula do usuário experiente: "Usa o instalador"

O usuário iniciante: "Como é que confuguro os módulos que eu quero?"
A aula do usuário experiente: "Vai em administar módulos"

O usuário iniciante: "Minha página está com uns caracteres estranhos no lugar das acentuações"
A aula do usuário experiente: "Muda o charset"

E mais um monte...

Essa foi só pra relaxar. Hoje estou com as macacas! :)

Aloha! Namastê! Sawabona!

Segunda-feira

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De vez em quando saem uns poetrix assim, sem mais nem menos. Sutis, em meias palavras.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Quinta-feira

Humor negro

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Jornalistas são uma fonte inesgotável de pitadas de humor negro.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Faxinas

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Ando os últimos dias em permanente estado de febre. Não a febre indicadora de doença, aquela febre que nos deixa com sensação de frio ao proceder aquela faxina dentro de nós mesmas. Creio que deva ser esta mesma sensação que impera nos momentos de carência.

Carência. Palavrinha tão simpática que carrega o peso do mundo sobre si. Dei-me conta de que nunca havia passado por isso. O exercício do auto-controle torna-se exaustivo mas é essencial e prioridade neste momento. Todos os meus sentidos andam em alerta vermelho e tenho evitado a todo custo, qualquer atividade que desvie minha atenção de mim mesma. Alguns dizem que isso é um erro, no meu caso é necessário.

O bom e velho conselho de sacodir a poeira, deixando simplesmente tudo pra traz não está me ajudando em nada. Esquecer ou colocar de lado o que vivi nos últimos anos não vai deixar meus risos limpos. E preciso deles bem limpos para seguir adiante. Já percebi que, dessa vez, a limpeza exigirá muito, mas muito de mim e tenho a obrigação de passar por todas as fases para voltar a ficar bem comigo mesmo.

Não sou uma página de internet que possa ser acessada somente na primeira página com a mensagem "estamos em manutenção". Sou página única, acessada por inteiro, não há links que deixem apenas esta ou aquela parte visível. Eu sou o meu todo. O mundo rola, os dias nascem e morrem, os minutos são aproveitados ou perdidos e eu tenho que lidar com a minha sensibilidade de alguma forma.

Numa breve análise percebi que minha crença na Humanidade vem decaindo conforme os anos passam. Tem momentos que sinto-me tão diferente do mundo que penso não ser parte dele. Há outros que fico com a nítida impressão de que só eu entendo o mundo e todas as demais pessoas estão vivendo como se não fizessem parte dele. Há paradoxos e mais paradoxos em nossas vidas e manter um equilíbrio entre eles não é nada fácil.

Dói-me profundamente saber que pessoas podem ser cruéis umas com as outras mas não posso esquecer que a diversidade existe e cada um age de acordo com suas crenças, experiências e vivências. Alguns sentem a poderosa e saudável sensação da responsabilidade, alguns a acham pesada demais e ainda outros não tem a menor noção do que seja isso.

Esse momentos tornam-me mais crítica e sei que mais adiante me tornarão mais forte e mais exigente. Comecarei minha faxina pelas minhas críticas, vou para a fase do filme para separar as coisas boas que posso tirar das coisas más, pregarei em outdoors mentais os melhores momentos e termino arrumando o restante da bagunça pra poder fazer a lavagem final. Depois vem a melhor parte: o brilho, cada vez mais limpo e cristalino. Refaxinada, repaginada e refeita. E absurdamente feliz por ter vencido mais uma.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Domingo

Para viver em segurança no Rio de Janeiro

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- Não saia com muitos acessórios prateados e dourados. Dê preferência aos que são feitos de palha ou fibras naturais.
- Relógio de pulso é proibido mesmo que tenha custado cinco reais no camelô.
- Muita atenção no calçado. Jamais saia com algum que te impeça de correr.
- Carro limpinho, lavadinho, brilhando, mesmo que seja de dez anos atrás, devem ser evitados. Deixe o carro sujo e com alguns amassadinhos à vista.
- O mesmo vale para tênis, mochilas e roupas.
- Tendo uma boa aparência, seus riscos aumentam: tente ficar feio(a).
- Sendo idoso ou adolescente seus riscos aumentam: saiam com um adulto ou, se isso não for possível, caminhem sempre próximos de pessoas que aparentem vigor.
- Casais apaixonados também são alvos fáceis. Quando saírem juntos, nada de andar abraçados ou de mãozinhas entrelaçadas: andem como se fossem meros colegas de trabalho. Não existe apenas ele ou ela no mundo, portanto, olhadinhas periscópicas em volta é muito útil.
- Evite a qualquer custo: Avenida Brasil, Linha Amarela e Linha Vermelha.
- Evite igualmente passar pela Avenida Dom Helder Camara, pela área que vai de São Cristóvão à "Catedral do futuro Irã-Iraque".
- Leopoldo Bulhões, de Benfica a Bonsucesso, é terminantemente proibido a qualquer um que não esteja buscando o suicídio.
- Dias de jogos do Vasco ou Flamengo: não saia de casa. Quando os dois jogarem a mesma partida fique longe de qualquer janela.
- Praia de Ipanema, Posto 9: nem pensar!
- Praia da Barra: evite os postos 1 a 3, entre 8 e 9.
- Na Barra da Tijuca: estacionamento do Barra Shopping: fuja!
- Na Lapa: evite as proximidades dos Arcos da Lapa, Circo Voador, Fundição Progresso e Passeio Público.
- Corcovado a pé ou de carro é sempre um risco.
- Vista Chinesa: risque de sua lista.
- Grajaú-Jacarepaguá: quem entra nunca sabe se sairá vivo.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Terça-feira

Todo o Sentimento

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Tinha tanto tempo que eu não ouvia essa música. Hoje acordei lembrando dela e ao ligar a rádio, adivinhem o que estava começando a tocar? Coisa de louco!

Composição: Cristovão Bastos / Chico Buarque

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo
Da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar
E urgentemente
Preciso descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente
Doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro com certeza
Talvez no tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei como encantado
Ao lado teu

Com Maria Bethânia:



Com Aílton Lopes:

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Com Chico Buarque:

 Chico Buarque - Todo Sentimento



Aloha! Namastê! Sawabona!

Sexta-feira

Quero bem assim...

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Na pré-adolescência, de acordo com os conselhos da família, eu queria um homem que trabalhasse, fosse de boa família, educado e não tivesse vícios.
Logo descobri que homem assim é um porre, uma mesmice escancarada de sufocamentos em pieguices.

Ajustei as características para algo mais parecido com o meu normal. Incluí um voto de que ele fosse meio louco e que gostasse de sair com grupos de amigos.

Descobri o sexo e resumi tudo em uma característica que julgava básica. Passei a namorar os que me deixavam em brasa só com um olhar.

Vi que isso não bastava. Senti falta das conversas, do apoio, do porto seguro, do abraço só pelo abraço.

Retomei algumas características aconselhadas pela família e passei a buscá-las em homens que soubessem ouvir.

Depois de tantas tentativas descobri que os homens são muito inseguros e dependentes.

Hoje quero apenas que ele seja da paz, tenha bom humor, exerça a tolerância e que tenha bons braços.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Quarta-feira

Tudo ao vento, até a palavra

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Artistas não são nada originais na hora de criarem títulos para seus trabalhos.
Nesta semana recebi indicações de nada menos que 4 livros que tem no título "alguma coisa ao vento"

Em pausa no meu trabalho, fui pesquisar ao vento e do vento no Google. Tive a confirmação da falta de originalidade: palavras ao vento, pegadas ao vento, janelas ao vento, o silêncio no vento, confraria do vento, sopro de vento, uma brisa no vento (?) e outras mais.

Lembrei-me também que muitos títulos contém a palavra .. palavra, no singular e no plural: palavra aberta, arca de palavras, baú de palavras, a palavra, flor da palavra, meia palavra, bordando palavras etc.

Livros de poesias são os menos originais, repararam? Não impede que a obra em si seja válida mas fica meio sacalzinho ver tanto vento e palavra numa bacia só.

Deixo aqui um pequeno apelo aos artistas em geral, principalmente aos escritores: deixem o vento sossegado e ao invés de usar palavra, mergulhem no universo das palavras; só pra destacar um pouquinho e sair da mesmice.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Segunda-feira

Sonatas

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Um dia pensei ter achado um violino.
Lindos acordes saíram de suas cordas
até que um estranho arrebentou-as.
Com muita raiva, calou-se o violino.
Descobri que estava enganada.
De onde saíram então, minhas sonatas?

Aloha! Namastê! Sawabona!

Sexta-feira

A seca do nordestino

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O agricultor nordestino vive numa ladainha, repleta de altos e baixos. Demora a chover e, quando chove, inunda tudo.

Nada mais podem fazer senão rezar para que tudo dê certo... da próxima vez

Aloha! Namastê! Sawabona!

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As discussões que giram em torno do aborto são predominantemente de cunho religioso e discriminativo.

No Brasil, de tradição fortemente cristã, transforma-se a mulher em assassina, devidamente julgada e condenada sem direito à defesa. Nos países de tradição luterana, o posicionamento é mais real. A mulher tem o direito de decidir quando e como quer ser mãe.

O amor deveria fazer parte da cartilha nos momentos de ponderação, mas este é sempre ignorado.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Segunda-feira

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Às vezes penso que estou sozinha no mundo.

São tantos textos que circulam na Internet com autoria trocada que até me assusto.
Assusto-me mais ainda quando ao tentar consertar o erro das outras pessoas recebo como resposta algo como: "e o que eu posso fazer?", "num livro que comprei dizia que era de fulano e não de ciclano", "na internet diz que está certo"...

Já quase não tenho vontade de postar mais nada. Meus blogs andam às moscas, entregues a um ou outro comentário imbecil que me der na telha.

Vou contar a história que me fez sentir essa solidão desnecessária:

Estou fazendo um site de um projeto beneficente. O dono, realiza mensalmente um concurso de frases. Os membros recebem algumas frases, votam na sua preferida e aguardam o resultado do mês. Os vencedores conquistam bolsas básicas para as associações que defendem. É mais ou menos isso, não vou perder-me descrevendo os pormenores e outras regras.

O dono, que chamarei de Zé das Couves, postou uma mensagem como sendo de Chaplin.
Respondi a ele enviandoa autoria correta da frase, assim como os links para que confirmasse a verdadeira autoria.

Recebo a resposta: "A frase foi retirada de um livro sério. Como eu posso agora, depois da frase enviada, dizer que a autoria não é de Chaplin e sim, dessa senhora que você me fala? Como ficará o crédito do concurso?"

Cheguei a responder ao e-mail, começando pelas lições de vida. Coisas como caráter, estar ao lado da verdade ou da mentira, que reconhecer o erro é melhor que persistir no mesmo e toda essa baboseira (devo supor que seja tudo uma baboseira mesmo...). Emendei a "lição" citando casos como o de Veríssimo com o Quase/Presque e de Edson Marques com seu Mude. Tive ainda o trabalho de finalizar, acrescentando links do site domínio público, onde ele poderia buscar por frases e pensamentos sem roubar a autoria de ninguém.

Depois de exercitar toda a minha paciência para não mandar o dito cujo lamber sabão enquanto estivesse em visita a um lugar onde se deve tomar no orifício específico para saída de esgoto biológico, resolvi deletar o e-mail.

Porque? Não sei.

Cansaço de bater sempre na mesma tecla? A confirmação de que certos tipos de pessoas não tem jeito? A constatação de que caráter é algo que habita apenas o imaginário de alguns poucos escolhidos (ou excluídos?)

Porque custa tanto às pessoas consertarem seus erros? Porque custa-lhes mais ainda quando o erro foi retransmitido a outras tantas mais? De onde vem tanto narcisismo (eu não erro nunca), insegurança (o que vão pensar de mim?), negligência (se os outros fazem, eu também posso fazer)?

Onde exatamente nos perdemos de nós mesmos? Já se sentiram assim?

Aloha! Namastê! Sawabona!

Terça-feira

Rascunhos impróprios

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Feitos num forrobodó de rabiscos, inconstantes e precisos...

Aloha! Namastê! Sawabona!

Até alguns gatos por lebres...

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Com tantos produtos e artigos de marcas diversas. Tantas desenvolturas e praticidades.
Época de economia pra ajudar o planeta, de praticidades e decisões rápidas. Época de juntar o útil ao agradável e ninguém sabe fazer com tanta perfeição esse casamento do que uma mulher. Falando nela, onde ela está?

Aloha! Namastê! Sawabona!

Sexta-feira

Modernidade não vence o preconceito

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Tecnologia da informação, nanotenologia em expansão, telefones móveis, homens imóveis...
Mais conforto e praticidade, condenação da amizade, absolvição dos piores pecados.

Domingo

Fora do mundo virtual

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Sem micro. Sem Internet.
Tenho comprado, a cada mês, uma placa ou acessório para montar outro. Depois conserto o que está com placa-mãe queimada e fico com dois.
Sem pressa pra montar mas ansiosa pra rever os amigos.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Sexta-feira

Brasil da Dependência

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Se ao invés de nossos empresários se ocupassem de fazer deste, um país desenvolvido
talvez não precisassem abrir contas em paraísos fiscais.
Se nossos políticos se preocupassem em cumprir as missões de zelar pelo país, talvez todos nós tivéssemos segurança, saúde, educação.
Se a população cobrasse mais e reclamasse menos, talvez este fosse um país com menos corrupção e impostos.

Até o momento deste post, o brasileiro pagou de imposto a bagatela de 608 bilhões, 288 milhões, 600 mil e mais uns quebrados. Em menos de 60 segundos, o valor sobre em 1 milhão. http://www.impostometro.org.br/

Este era para ser a comemoração da Independência do Brasil.

Quando aprendermos a ser brasileiros, talvez possamos comemorar o Dia da Independência.

Meus pêsames.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Segunda-feira

Casa do Noca

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Gostei.
http://casadonoca.blogspot.com/
Amei a campanha para as passeatas que esse paranaense inventou. :)

Já que o assunto é campanha, o Palhaço Peralta tem uma ótima, chamada "3Ss": "Sempre Sorria e Sorria".
http://palhaco.peralta.zip.net/


Aloha! Namastê! Sawabona!

Quarta-feira

Curiosidades

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Retirado do Blog da Clarice

"Sabia que: se o número de pessoas equivalente à população da cidade de São Paulo fechasse a torneira enquanto escova os dentes, isso seria igual ao volume de água que cai nas Cataratas do Iguaçu, durante 16 minutos? Um pouco aqui, um pouco ali..."

Legal, né?

As crises e as Ações Emergenciais.

As escolas tem uma importância nas ações ligadas ao planeta. Meu filho caçula colocou a família inteira pra usar um copo com água na hora de escovar os dentes, além de ter implantado outras mudanças de hábito bastante significativas.

Minha insegurança fica por conta de experiências passadas na época do racionamento de energia elétrica. Nunca fomos uma família voraz devoradora de eletricidade, víamos pouca tv, os banhos com chuveiro elétrico eram fiscalizados para não se prolongarem e com o desligamento na hora de passar sabão, usávamos abajures e lâmpadas super econômicas e outras ações visando restringir o consumo, a conta e a preservação do planeta. Assim meus filhos mais velhos foram educados. Veio o racionamento e com ele nos sentimos bastante prejudicados em serviços básicos. Pra piorar a situação, foi no dia seguinte do lançamento da campanha que minha sogra veio morar conosco. Não adiantou explicar isso ao governo, dizer que havia mais uma pessoa na residência não era considerado como motivo para qualquer liberadinha na cota a economizar. Por precaução, depois da crise aumentamos um pouco nosso consumo para que no próximo racionamento, possamos ter um mínimo de conforto sem nenhum prejuízo. É lamentável que tenhamos que agir assim por conta da generalização de leis emergenciais criadas em meio às crises.

Passada a crise, nenhum estudo foi feito para avaliar o consumo de cada família, com a intenção de saber se consomem pouco, normal ou muito.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Observações de uma ignorante...

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No jornal as coisas andam fervendo. Entre os amigos as coisas andam fervendo. Na política as coisas andam fervendo. Nos bochichos que ouço pelas ruas, as coisas estão mais que fervendo.

Brasileiro anda tão cansado de tanta coisa feia que está saindo da fase da apatia e começa a pensar em reação. É a busca da cura em corpos cansados de tanta doença. A coisa tem vindo meio leve, devagar quase parando mas está conseguindo agregar outros cidadãos reagentes. A "coisa" está crescendo e gerando filhos...

Estava na torcida para que a imprensa continuasse a derramar a bagunça generalizada que reina em nossos representantes federais, estaduais e municipais. Mas sentiram que o efeito "tô de saco cheio" estava causando um despertar no brasileiro, ao contrário do que os poderosos queriam, que é desestabilizar o governo Lula.

A ordem agora é concentrar todos os esforços para derrubar o presidente ou pelo menos, fazer com que ele termine o mandato com uma porcentagem máxima de rejeição. Editora Abril, Rede Globo, SBT... Estão todos em conluio com isso.

Na imprensa poderá acompanhar essa mudança na forma de divulgar a notícia.
Pode comparar a forma com que as notícias vinham sendo divulgadas com a forma com que estão sendo divulgadas agora. Apenas a mudança de algumas palavras nas matérias e artigos, tem o poder de manipular a mente de uma nação.

Passe a ler as notícias como se fosse uma redação, procure os erros, localize as palavras-chaves... elas estão lá...

Aloha! Namastê! Sawabona!

Sábado

Avesso e Direito

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Cadê Clarice?

O link está encaminhando para página bo Bloggercomo perfil inexistente. :(

Aloha! Namaste! Sawabona!

Quarta-feira

Um dia...

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Passam os ventos, chegam as chuvas, entram e saem as luas. Nascem e morrem dia após dia, sob a tutela do poder do Sol, o Deus Eterno - sempre vivo, sempre ativo, sempre o principal no cenário do crepúsculo e da alvorada.

Ah, Alvorada! É de ti, tão linda, que a maior expressão do amor se restaura. Naturalmente grávida, nascem de ti todas as manhãs.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Domingo

Cidade Maravilhosa

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O céu do Rio de Janeiro foi eleito ano passado como o céu mais bonito e azul do planeta.
Os cariocas foram eleitos, pela quinta vez consecutiva, como o povo mais simpático, hospedeiro e solícito.
A praia mais famosa do mundo é Copacabana.
Apesar da fama de não gostar de trabalhar (quem gosta?), estatísticas mostraram que funcionários cariocas são os mais produtivos do país em relação à hora trabalhada - trabalham menos mas rendem mais que em qualquer outro Estado do Brasil.
A este Estado foi conferido o título de Capital da Cultura.
O povo carioca é o que mais tem se envolvido com trabalhos voluntários buscando uma solução para seus inúmeros problemas sociais.

Agora, dando mais realce ao título de Cidade Maravilhosa, o Cristo Redentor no morro do Corcovado foi eleito uma das sete maravilhas do mundo, a segunda maravilha para ser mais exata.

Parabéns, Brasil. Parabéns, cariocas!

Aloha! Namastê! Sawabona!

Segunda-feira

Escritores Mendigos

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Num país onde apenas 2% são leitores, muitos escritores no lugar de cobrarem mudanças nesse panorama, permanecem em conluio com essa realidade, transformando-se em mendigos.

Ser escritor é também valorizar sua arte.

Todos querem ser lidos e ouvidos. Para tal, depende de nós criar idéias e projetos que possam formar novos leitores.

Escritores e poetas: valorizem-se e deixem de agir como mendigos!

Aloha! Namastê! Sawabona!

Terça-feira

Mistura perigosa

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Mulher e futebol não se entendem...

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Segunda-feira

Muito prazer!

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Talheres de carne, palcos de graça, portas molhadas, viagens astronômicas numa real miragem... Lazer que aprimoro e desafio em melhor ato...

Aloha! Namastê! Sawabona!

Quarta-feira

Feliz Aniversário, Taurino!

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Hoje sinto a ansiedade tocando mais forte, mais imperiosa. Pego-me a todo segundo olhando as horas, como se assim, eu pudesse fazer o tempo fluir mais veloz.

Que loucura a minha!

O tempo só passa voando quando estou me divertindo. Que diversão existe em olhar tantas vezes o relógio, esse ser cruel que marca o tempo como se assim pudesse assinar o registro de meus dias?

Não! Não cairei nas amarras do tempo, vou deixá-lo passar até que chegue o momento certo da esgotar todas as reservas da nulidade dessa sensação que me absorve.

Vou aproveitar o momento do esperado abraço, pra matar o terror da espera com todos os disfarces da crueldade conhecidas até então.

Mais tarde, selvagemente deixarei que meu corpo te molde e mate de vez a saudade.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Sexta-feira

Altos e baixos

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Nem sei se desdobro o lenço perfumado ou se danço um sapateado ao ritmo quente de um cavaquinho. Talvez me embriague num nó de garganta e vomite pelos olhos espumas desarranjadas.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Quarta-feira

Reconstruir...

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Perdi meu micro, formatei, reinstalei, configurei... montei mais um. No meio disso tudo, colhi flores e cerejas frescas.

Aloha! Namastê! Sawabona!

Terça-feira

Bestailidade

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A realidade nua, crua e cruel que dilacera em frangalhos nossas sobras de esperança.

Aloha! Namastê! Sawabona!