20110902

As novas e velhas

Ô coisa boa!... Deu tudo certo, correu tudo bem e voltei com mais 5 projetos, sendo um deles com construção. Será o quarto projeto com empresa de engenharia civil e por causa dos outros, já me sinto familiarizada com esses projetos. E adoro, porque são os mais detalhistas e os que dão mais dindin. Neste ritmo, lá pro final do ano que vem ou de 2013 poderei adquirir meu canto, só meu..e, se não for à vista, será com mais da metade dos recursos... Muito bom! :)

Dessa vez levei uma amiga comigo e foi uma decisão que se mostrou muito acertada. Ela é instrumentista internacional, acabou de voltar ao Brasil depois de um contrato de dez anos. A cidade que visitamos tem um perfil bastante musical, eles adoram inventar e testar novos instrumentos. Ela ficou encantada com a quantidade de instrumentos que viu e como é formada em cordas, do piano ao violão, se deliciou com todos. Os moradores também a adoraram, o que colaborou muitíssimo para que eu obtivesse sucesso na visita. Um outro detalhe, que foi bem legal: quase não falam o português por lá. Minha amiga acabou atuando como tradudora...rs

Entre ontem e hoje, li todos os e-mails de vocês, que já estavam acumulados a quase um mês. Vou comentar apenas mais uma vez e enterrar o assunto. No próximo mês já posso considerar como período de 'final de luto'. Tenho alguns convites bem simpáticos a atender e farei questão de atender a todos eles, ainda que tenha certeza de que tão cedo não terei tempo de envolver-me emocionalmente com alguém - não é hora pra isso.  Tenho a pós- que me exigirá toda atenção que eu puder disponibilizar e tenho que completá-la bem porque graduação sem pós- não vale porcaria nenhuma. Mas.. Vamos lá!

Minha reticência em me aprofundar muito no assunto é porque tudo já foi esmiuçado e debatido em muitos círculos: com vocês, no curso de filô e, principalmente, com membros da família que conhecem a figura desde sempre ou a muito mais tempo que eu. Todas as conclusões levaram a um mesmo panorama. Por um lado, se essa constatação deixa-me satisfeita, por comprovar-me mais uma vez que posso ver as coisas como se delas não fizesse parte (análise objetiva, uma de minhas características mais fortes) e, pelo lado emocional da coisa, ponho-me na posição de 'quem tá na chuva é pra se molhar', ou seja, não tenho medo de enfrentar a dor ou de reconhecer que errei, caso minhas análises apontem pra isso -e, diga-se de passagem: não me molhei. :)

Para os que não conheciam ou não acompanharam toda a história, apresentei apenas os fatos. Repararam que não teci opiniões a respeito na narrativa do problema? Apresentei dados e mostrei aonde eles poderiam ser conferidos, ao menos nos casos em que estão na internet. Não foi assim? "Dia tal, tal hora = isso assim-assim; dia tal, tal hora = isso assim-assado, etc." Caso ainda não tenham notado, voltem lá e reparem.

Nesse caminho, enquanto vocês apresentavam suas próprias conclusões e enquanto eu ouvia a família e os amigos (da figura), acabei entrando num processo de 'sentir pena' e detesto sentir pena de alguém. Acho que muitos já me ouviram dizer isso várias vezes: 'cada um é responsável pela própia vida e tem, a cada minuto, a opção pelo sim e pelo não" - eu disse, inclusive, à figura, acho que com as mesmas palavras. Algumas vezes ainda completo dizendo que "é preciso, antes de tudo, ter amor próprio e autoestima em bons níveis para saber exatamente quando dizer sim e quando dizer não". Lembram disso?

Falo bastante em amor próprio e autoestima porque quem não tem essas duas características, vive errando pelo caminho, sem estratégias válidas de foco. E, majoritariamente, são pessoas muito inseguras e muito egoístas, daquelas que se veem como centro do mundo porque o mundo delas é muito pequeno - egocêntricas por falta de perspectivas reais. Como consequência, não sabem caminhar com as próprias pernas, se colocando sempre em situação de dependência: "pra ser feliz dependo dos outros" ou "para alcançar meu objetivo, preciso de fulanos e/ou ciclanos". Estão também neste grupo aquelas pessoas que acreditam que só poderão ser felizes se estiverem com alguém, namorando ou noivando ou casadas seja lá o que for. Até aqui, concordam? E, infelizmente, dei-me conta de que a figura está justamente neste bloco de pessoas, por isso a pena.

Ultimamente tenho trabalhado na minha cabeça pra tirar esse sentimento de pena porque quando temos pena de alguém é porque a pessoa não tem crédito algum. No fundo, as vemos sem valor prático e sem brilho, enfim.. pessoas incapazes de reagir por si próprios, não é assim? A figura tem se mostrado totalmente dessa forma, como alguém em situação de total dependência. Triste, não? Guardo bons momentos de todos os relacionamentos que já tive e se eu não cuidar da minha cabeça esse será o primeiro em que ficarei pensando "putz, estive com aquilo?". Chega a me dar calafrios só de pensar nesta possibilidade...

Um casal estava tentando analisar o que poderia ter acontecido com a cabeça dele nos quatro meses antes do acidente (estávamos afastados e, segundo consta, ele dizia pra todo mundo que estava muito difícil e que sentia muita dor com a separação) e no acidente. Seja lá o que ele tenha passado antes, nada vai apagar que na hora em que ele sentiu necessidade de ter alguém que amasse ao lado, foi a mim que ele chamou. O que ele disse e, principalmente, como ele disse me dão a certeza do real sentimento dele. Eu sei o que ele sente e ele sabe que eu sei - e isso conta pra caramba, até pra explicar algumas coisas absurdas que ele anda fazendo com a vida dele. De lá pra cá, ele optou por tentar realizar um objetivo através da dependência dos outros, sem ver que a solução pra realização estava com ele mesmo. Creio que aqui todos nós (família e pessoas que o amam de verdade) erramos: demos a ele um crédito que ele não acredita ter.

Uma vez eu disse que a figura era muito passiva em relação à vida, ficava sempre esperando os outros fazerem as coisas por ele. O casal que estava ouvindo concordou e me contou a história de um tombo que ele tomou quando ainda pequeno. Dali pra cá os pais se tornaram super protetores, o que acabou se espalhando pelo restante da família - ele nunca fazia nada, todos tinham que fazer por ele. Por essas e mais alguns fatos, citei uma vez que ele tem que passar por essa fase, tem que concluir essa m* em que ele se meteu até o fim. Tem que casar e tem que passar um tempo até que ele acorde dessa fantasia. Ele tem que aprender a ver a vida como ela é e não do jeito que ele pinta. Cada vez que ele se compromete mais com essa situação, mais ele traz negatividades pra vida dele e uma hora isso vai explodir. Nessa brincadeira, ele está prejudicando e magoando a todos que o amam, sem excessão, e ele também não está vendo isso... O lado egocêntrico está falando mais forte.

As orações são muito importantes e é só o que podemos fazer. Deixo duas frases com vocês, sobre o amor:

"Covardes não são homens que choram por amor, mas sim homens que não amam por medo de chorar." Anônimo
"A medida do amor é não ter medida." Santo Agostinho


Assunto definitivamente encerrado agora? Tenho milhões de coisas a fazer e a resolver.

Sentindo falta do meu blog , tenho predileção por aquele cantinho. Vou dar mais um tempo antes de voltar a postar por lá, por enquanto, fica um bando de gente fuçando a minha vida. Que pobreza!

Aloha! Namastê! Sawabona!

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