20110913

Digitais

“Nossas digitais não se apagam das vidas que tocamos.”
Fato: Minhas digitais estão impregnadas numa vida e sem química que as apague. :)

Todos estão vendo que ele adotou atitude [...]. Ações movidas pelo desejo de me magoar, de me ofender, de me zangar. Enquanto estiver com a fulana, sabemos que ainda me ama. É meio paradoxal mas a cabeça dele funciona assim, sempre na ação contrária. Segundo os entendidos, são os anjos perversos agindo. Do meu ponto de vista, é o excesso de teimosia e orgulho dele.

Essa sensação de impotência que estamos vivendo não é nada fácil pra nós porque somos todos de resolver, de fazer logo o que tem que ser feito, etc. Estamos no momento do sentar e olhar, do 'amar é preocupar-se'. E rezar. Nem mesmo rezar pra ele exatamente; é mais para não nos sentirmos inoperantes no meio desse redemoinho do mal onde ele se atirou e nos levou junto.

Vocês ficam preocupados comigo e mais uma vez repito que não há nada com o que se preocuparem. Estou em paz, este que aí está não é a pessoa com quem convivi. A pessoa com quem convivi era centrada, se importava com a família, se preocupava com quem estava lidando, era seletivo e limpo, tratava o corpo e o sexo com respeito - não como uma coisa qualquer que sai por aí pra todo mundo usar e abusar (quantas mais?). O que vemos agora não tem nada daquela pessoa nem nada que possa despertar meu interesse, ao contrário. Amo alguém que já não existe, partiu deste mundo para um outro paralelo, longínquo e sem esperança de volta.

Estive presente em todos os momentos importantes da vida dele e nesses oito anos, ele me viu alterar a voz por duas vezes: uma quando se comprometeu em me pegar num lugar e deixou o cel desligado e tive que voltar um pedação andando porque confiei nele e nem dinheiro de passagem eu tinha levado. E a segunda somente agora, quando a coisa me marcou numa mensagem e pela atitude, ou melhor, a total falta de atitude dele. E pela atitude dele naqueles dias, já nos dá a certeza de que essa história é 100% 'anti-eu'. Continua sendo 'anti-eu' até hoje e vai continuar sendo enquanto ele insistir nessa situação.

[...]

Tenho autocontrole e por minha própria natureza otimista e bem humorada, não fico com sentimentos negativos por muito tempo. Eu cumpri e muito bem, o meu papel de mulher. Deixei marcas que estarão presentes na vida dele até o último suspiro. Minhas digitais estão gravadas naquela vida. Da minha vida ele não pode dizer o mesmo, não sou dependente de ninguém pras minhas realizações e decisões importantes da minha vida. Sou a única dona de mim. Essa era a fonte de toda insegurança dele comigo: nunca o deixei controlar minha vida como ele queria; a vida é minha e sou eu quem tomo decisões por ela nas coisas que me dizem respeito. Quando era algo que influenciava os dois, era outra história: eu o deixava com a palavra final.

Nesses últimos meses pude perceber o quanto atrasava minha vida e minha evolução esse relacionamento. As pessoas mais sensitivas, sem nem conhecerem minha vida ou a situação, dizem de cara que Deus tirou o obstáculo que paralisava meu sucesso e obstruía meu avanço. E como duvidar dessas palavras quando tudo de bom resolve acontecer comigo, a partir do dia que houve um ponto final? E quando a própria família dele diz que ele precisa aprender e crescer muito pra estar ao nível de alguém pra mim? A cada dia evoluo, aperfeiçoo-me, supero minhas limitações e alargo meu horizonte. Meu aprendizado na escola da vida é imensurável. Isso também gerava muita insegurança nele, ele sempre se sentiu inferior a mim.

[...]

Continuem rezando por ele sim; rezem para que alcance a clarividência das coisas, que passe a ver as pessoas pelo que elas são e não pelo que ele quer que elas sejam, pelo renascimento dos valores humanos esquecidos por ele. Metade da vida dele já se foi e até agora ele não aprendeu nada das coisas mais importantes. Ele precisa passar por esta situação que ele está vivendo, precisa icar cego, ficar inocente perante as armadilhas que ele se meteu pra só então, talvez, abrir os olhos. Não é maldade não, gente; é amor puro. Não esqueçam que amar é também saber dizer não, é deixar de castigo, é dar bronca e mais um monte de ações desagradáveis que temos que adotar pra ver melhora a médio e longo prazo. Algumas pessoas têm que passar pelo deslumbramento e pela sedução do mal para que aprendam com os próprios erros. Algumas não aprendem nunca e ele parece ser deste grupo mas só podemos torcer e rezar para que estejamos errados.

Quem esteve comigo nesses últimos dias disse que eu estava com ótima aparência, radiante e coisas assim. Os beijinhos e psíus na rua aumentaram, então creio que meu exterior está refletindo o meu interior de forma bem agradável e atraente. Nunca botei a minha felicidade e minha paz de espírito nas mãos de outra pessoa. Tenho consciência de que sou a única responsável por mim. Somente a preocupação deixando um pontinho escuro na minha janela; o restante do mundo está repleto de sóis e luas cheias.


Estou em paz, galera... E realmente feliz!

Aloha! Namastê! Sawabona!

Um comentário:

  1. Galera, vou responder aos comentários e as questões de vocês que ficaram sem resposta por aqui mesmo. E daqui pra frente vamos encerrar o assunto.

    Gosto de expôr pra debates porque assim posso obter o olhar frio e impessoal de pessoas que não tem nenhum interesse nisso. Vocês não vão ganhar nem perder nada, seja qual for o resultado ou o andamento disso tudo. Tenho algumas amigas que adoro e respeito a opinião mas que não posso expôr este assunto porque não achavam que a figura não estava à minha altura - essas não conseguiriam ter o olhar frio sobre o panorama porque já havia um 'pré-' conceito formado. Mas quero agradecer a todos vocês, foram realmente geniais em tudo e ajudaram pra caramba.

    Alguns de vocês estão no perfil de um ou de outro ou de ambos e comentaram sobre a 'superficialidade' na demonstração do sentimento de ambos, de um pro outro. Outros comentaram sobre a 'forçação de barra' nas mensagens trocadas, o que vem bater com a tal da 'superficialidade'. Essa observação de vocês não foi isolada, até meu filho, um adolescente de 14 anos, comentou o mesmo quando viu, só que ele usou as palavras 'falsidade' e uma outra que é gíria da garotada e que agora não lembro (ele não sabe da história). Fui poupada de ver essas coisas senão teria ficado com mais pena ainda e teria sido pior atravessar os primeiros dias depois da encrenca. Lá no fundo, creio que ele pensou nisso quando me bloqueou; ele sabe que eu veria as falhas. Não há muito o que comentar, né? A razão e a conclusão estão nos e-mails e uma coisinha ou outra aqui no blogue.

    Vocês comentaram que enquanto ele estiver 'nisso' é porque ainda sente algo muito forte em relação à mim e está lutando contra: idem, idem. Esta também é a opinião geral da família dele e de pessoas que o conhecem a muito mais tempo que eu. É claro que também participo desta mesma opinião. E como eu sei o tamanho daquele sentimento é que digo a vocês que ele vai levar a cabo essa história maluca. O diferencial entre eu e os outros é que sei que ele vai continuar se enganando com isso até o final, até não ter mais volta (teimosia e orgulho exacerbados aliados à crise de meia idade); já o restante acha que ele vai acordar desse devaneio de uma hora pra outra (estão apostando na recuperação do 'centro' dele; acham que de uma hora pra outra ele vai acordar deste devaneio). Cada um com seu cada um mas sou capaz de apostar qualquer coisa que ele não vai acordar do devaneio antes de completar toda a merda e se afundar mais ainda. Esperem e verão.

    Sobre a outra questão, a do retorno: não sei, galera. Sinceramente, não sei responder a isso, depende de muita coisa. Depende do momento, da hora e do lugar; depende das mudanças e de muitas coisas mais. No decorrer de todo esse período tenho sentido é muita pena e um pouco de preocupação. Só.

    Aloha! Namastê! Sawabona!

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